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Na primeira audiência pública da Comissão de Especialistas do Ministério da Educação (MEC) responsável pela revisão das diretrizes curriculares dos cursos de jornalismo, a comunidade acadêmica apresentou suas propostas de mudanças da formação do jornalista e também considerações sobre os desafios a serem enfrentados para alcançá-las. No encontro, realizado em 20 de março, estavam presentes entidades representativas da área, como Fórum dos Professores de Jornalismo, Compós e SBPJor. O presidente da Associação, Carlos Franciscato, destaca como foco principal  da  reunião o perfil e as competências necessárias ao profissional do Jornalismo.

Segundo Franciscato, a partir deste eixo de discussão, inúmeras questões foram levantadas, desde estrutura curricular, relação entre ensino, pesquisa e extensão, mecanismos de avaliação dos cursos e formação dos professores em jornalismo, entre outros. Um dos temas polêmicos surgidos na audiência é se o Jornalismo pode ser considerado um curso autônomo ou deve permanecer como uma habilitação de Comunicação Social. “Aparentemente, não há uma posição resolvida quanto a isso e a Comissão terá o desafio de enfrentar este tema”, afirma Franciscato.

Depois da comunidade acadêmica, nas próximas audiências, entidades de classe, setores produtivos e movimentos sociais terão espaço para se manifestar. “Fizemos a proposta de que, após esta fase de recolhimento de contribuições por meio de audiências públicas, a Comissão apresente à comunidade uma primeira redação das diretrizes curriculares”, diz o presidente da SBPJor. A Comissão então avaliaria estas observações para redigir um documento final a ser enviado ao Conselho Nacional de Educação. A próxima audiência pública será realizada no Recife, no dia 24 de abril. O público-alvo serão representantes do mercado de trabalho do jornalismo.




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